25

ago
2020

Onde é mais barato fazer intercâmbio?

Uma das primeiras questões que aparecem na hora de escolher o destino para seu programa de educação internacional é a melhor relação custo X benefício. E pela lógica, parece mais vantajoso optar por países onde a moeda tem o câmbio mais baixo. É muito comum ouvir nossos futuros mates dizerem “Quero Canadá pois o dólar canadense é mais baixo” ou, sob a mesma ótica, “Meu sonho é ir para o Reino Unido, mas não consigo, pois a libra é muito alta”.  Essa lógica faz até algum sentido, porém você verá a seguir que o câmbio em si não é o principal fator determinante na hora de escolher o seu destino e analisar o preço do intercâmbio.

Mas se o euro vale mais que o dólar, como é possível que essa lógica não seja verdadeira?

 

Antes de continuar, é importante saber que os preços, seja para o que for, são formados através de uma mescla de vários outros fatores locais de cada país: impostos, abundância ou escassez do item no local (ou seja, é produzido localmente ou é necessário importar?), custo de vida local, questões trabalhistas, preços praticados no mercado imobiliário, entre muitos outros. 

Uma banana no Brasil tem um preço bem mais acessível do que, digamos, na Islândia. Um vinho francês no Brasil custa mais que um vinho nacional, enquanto que na França o vinho nacional (que, no caso, vem a ser francês!) pode ser encontrado por preços infinitamente menores. Deste modo, tudo é muito relativo.

Sabe aquela história do amigo que comprou um i-Phone nos EUA pois o preço lá é muito melhor?  Ou o casal que foi para Miami comprar o enxoval do bebê que está para chegar? Pela lógica do câmbio, já que o dólar é mais alto que o real, não faria sentido fazer uma viagem internacional para comprar um telefone ou roupinhas de bebê – pois se o real vale menos, aqui em tese seria mais barato! 

Tudo faria sentido se os preços fossem exatamente os mesmos em qualquer parte do mundo, ou seja, se um determinado item custasse 1000 moedas locais, por exemplo.  Então na Inglaterra seriam 1000 libras, na União Européia 1000 euros, nos EUA 1000 dólares americanos, no Canadá 1000 dólares canadenses, e assim por diante. 

E deste modo tudo no Japão custaria uma bagatela – a cotação do iene está sempre na casa dos poucos centavos em relação ao real brasileiro.  Percebe que na prática a coisa não funciona bem assim?  Cada item de consumo tem números diferentes e por isso simplesmente fazer a conversão não mostra a realidade dos fatos!

E como isso tudo funciona em relação ao preço do intercâmbio?

Qual o preço do intercâmbio?

 

Um programa de intercâmbio pressupõe alguns itens básicos que compõem o preço do curso.  Acomodação também é um fator mega importante, pois envolve também custo de hospedagem que varia muito conforme a localização.  Mas vamos nos ater apenas à parte que diz respeito ao curso propriamente dito.

Como em qualquer escola do mundo, existe um componente que é a taxa de matrícula – que nada mais é que o primeiro passo para inscrição em um curso, seja ele qual for.  Vamos comparar este único item aqui, sem entrar em pormenores. Como referência, vamos nos basear numa mesma escola parceira, que oferece cursos na maior parte dos destinos mais populares para intercâmbio. Para facilitar a compreensão, colocamos a conversão para reais ao câmbio do dia em que este post foi escrito. 

Taxas de matrícula de uma mesma escola em diferentes destinos:

Claro, esta é apenas uma pequena parte do todo, mas serve para ilustrar que o câmbio mais alto ou mais baixo não é o que deverá guiar a escolha.  Se seu sonho é ir à Inglaterra, não deixe se intimidar pelo preço da libra, você poderá se surpreender positivamente.  Se sua escolha é o Canadá só porque ouviu falar que “ preço do intercâmbio no Canadá é mais barato por causa do dólar canadense”, compare outras opções também.

Moral da história: “Quem converte não se diverte”

O objetivo aqui não é de forma alguma incentivar ou desincentivar um ou outro  destino para seu intercâmbio. Temos um portfolio bem abrangente e você poderá fazer sua escolha.  Mas antes de decidir, ouça primeiro seu coração. Se seu desejo é fazer seu curso na Europa, vá em frente.

Se seus olhos brilham mais pelo Canadá, vá em frente também. Coloque tudo na balança e você verá que o preço do intercâmbio será o último dos fatores que te ajudarão a decidir pelo destino. Ainda na dúvida? Clique aqui e fale conosco, será um prazer participar dessa decisão com você! Ou mande uma mensagem em nosso WhatsApp

Author

Desde que fiz meu intercâmbio High School na Dinamarca, não parei mais de querer conhecer o mundo. A partir daí, fiquei 25 anos envolvido no ensino de idiomas e 10 anos envolvido com intercâmbio cultural. Conheci 22 países e 128 cidades, tirei um período sabático de 6 meses. Hoje, já na fase 50+, divido minhas experiências com aqueles que têm paixão por viagens, idiomas e questões interculturais.

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